Murilo Ferreira não fica na presidência da Vale além de maio de 2017, segundo publicou o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo. De acordo com ele, o governo Michel Temer não admitirá a substituição publicamente, mas a decisão já estaria tomada e o Bradesco, outro sócio relevante, já teria sido avisado.
A negociação para a mudança será proposta na renegociação do acordo de acionistas, que acontece também em 2017. O contrato de Murilo vence em maio e o Palácio do Planalto estaria analisando alguns nomes – um deles do ex-diretor da Vale, José Carlos Martins.
A mineradora é uma empresa privada, mas o governo participa do seu bloco de controle por meio da BNDESPar e Previ. Sobre o assunto, a Vale disse que não irá comentar.
Mudança de ideia
Em junho, o presidente Michel Temer, ainda como interino, teria voltado atrás com a ideia de fazer uma mudança no comando da Vale, por medo de passar a impressão de que estava aparelhando uma empresa privada. A desculpa para a troca seria a má resposta da Vale ao desastre ambiental de Mariana, com o rompimento de uma barragem da Samarco, sua controlada, em dezembro do ano passado.
Na verdade, a decisão seria política. Na época, Temer estaria sofrendo fortes pressões políticas, em especial do PMDB de Minas, para interferir no conselho e forçar a troca de comando na companhia.
Em março de 2011, o governo Dilma forçou a saída de Roger Agnelli do comando da companhia, iniciativa muito criticada pelos investidores. Em abril do mesmo ano, Murilo Ferreira assumiu a presidência da Vale no lugar de Agnelli, um dos executivos mais respeitados do país, que morreu em um acidente de helicóptero em março deste ano.
Com informações da Exame.com e Infomoney

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