Promotor Hélio Rubens concedeu entrevista coletiva à imprensa sobre o caso
Na reta final das eleições, começaram a circular nas redes sociais vídeos editados em que Pedro Ribeiro, sobrinho do empresário Hamilton Ribeiro, entrega dinheiro a vereadores no estacionamento da Câmara Municipal de Parauapebas. Desde então, os vídeos passaram a ser utilizados com objetivo de desestabilizar a campanha eleitoral dos envolvidos, mas, para o Ministério Público Estadual do Pará, o caso é muito mais sério e pode envolver todos os vereadores da cidade. Muitos deles são citados nas gravações.
Visão do MP
“O que se percebe é a tentativa de um empresário de comprar um poder [o Poder Legislativo]. Não estou dizendo que ele conseguiu comprar, mas ele pretendeu”, disse o Promotor de Justiça Hélio Rubens, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Parauapebas, na tarde da última sexta-feira, 30, em coletiva realizada na sede do MP. “A gente ainda não tem o dado concreto, mas certamente ele não estava fazendo caridade, doando R$ 10 mil por mês para os vereadores. A intenção do Hamilton Ribeiro era de entrar em contato com todos os vereadores, isso foi dito pelo sobrinho dele no vídeo. Esse pagamento, que ele chama de ajuda de custo seria mensal”, disse o promotor.
Sobre o caso, já foram ouvidos os vereadores Bruno Soares (PSD) e Maridé Gomes (PSC), que aparecem recebendo dinheiro no primeiro vídeo publicado. Em outro vídeo, o vereador Charles Borges (PROS) também recebe dinheiro de Pedro Ribeiro. Nesse vídeo, Pedro afirma que o pagamento seria mensal. Um advogado do empresário foi à sede do Ministério Público em Parauapebas nesta segunda-feira, 03 e informou que Pedro está fora da cidade e, por este motivo, ainda não compareceu para prestar depoimento. Todos os demais vereadores, bem como Hamilton Ribeiro, também serão intimados a depor.
Para o Ministério Público, a principal linha de investigação é a de que existe uma espécie de “Mensalão”, na Câmara Municipal: “se ele utilizava o dinheiro que recebia dos contratos com a Administração Pública ou de outros meios, nós não sabemos. Mas é uma linha de investigação. Pagamento para três vereadores por um empresário que recebe dinheiro público… Já se percebe um círculo: o dinheiro sai do poder público, vai para um empresário e esse empresário paga para parlamentares. Caso exatamente igual ao do mensalão. É o mesmo modus operandi”, disse o promotor.
Segundo Hélio Rubens, a meta para que as investigações sejam concluídas é de 30 dias. “Ao final das investigações nós vamos verificar se houve realmente crime contra a Administração Pública. Por enquanto, os envolvidos estão apenas prestando depoimento. No caso de o MP apresentar a denúncia à justiça, eles terão a oportunidade de se defender”, finalizou. FONTE CONECTACARAJAS.
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