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20 anos depois, tragédia segue viva na memória, 20 anos depois, tragédia segue viva na memória, Em 17 de abril de 1996, no Governo Almir Gabriel (PSDB), 19 agricultores foram mortos por PMs.


Quarta-feira, 17 de abril de 1996. Em um dia ensolarado e poeirento, 1.500 trabalhadores rurais ocupavam o trecho conhecido como curva do S, da então PA-150 (hoje BR-155), no município de Eldorado do Carajás. O local é distante 85 quilômetros de Marabá, maior cidade do sudeste paraense. Os lavradores estavam acampados havia alguns dias, na Fazenda Macaxeira, e pediam a desapropriação da área.
Eles decidiram, então, sair em marcha pela rodovia, portando foices, facões e gritos de ordem. Próximo dali, a Polícia Militar (PM) já os aguardava. Após alguns minutos de tensão, os sem terras decidiram avançar em direção à barreira policial. PMs começaram a atirar nos camponeses. O resultado do confronto rendeu um dos mais tristes episódios da História recente do Pará: a 19 mortos. 
O caso ficou conhecido como “O Massacre de Eldorado do Carajás”. Reportagens foram publicadas em jornais e revistas de todo o mundo. A tragédia começou com a ordem do então secretário de Segurança Pública do Pará, Paulo Sette Câmara, , no Governo Almir Gabriel (PSDB), que ordenou a ação policial. Logo após o massacre, o próprio Sette Câmara declarou que autorizara a PM a “usar a força necessária, inclusive atirar”. Segundo o legista Nelson Massini, que fez a perícia dos corpos, pelo menos 10 camponeses foram executados com tiros à queima-roupa. Outros 7 foram mortos por instrumentos cortantes
Na Curva do S, foi erguido um monumento às vítimas. (Foto: Marcelo Lelis)
IMPUNIDADE
De acordo com relato de testemunhas, os policiais chegaram ao local jogando bombas de gás lacrimogêneo. O comando da operação estava a cargo do coronel Mário Colares Pantoja, que foi afastado, no mesmo dia. Ele ficou apenas 30 dias em prisão domiciliar, determinada pelo então governador Almir Gabriel, e depois liberado. O então ministro da Agricultura, Andrade Vieira , pediu demissão na mesma noite, sendo substituído, dias depois, pelo senador Arlindo Porto.
Vinte anos após o massacre, a data é lembrada pela impunidade e como um dia de organização e luta pelos camponeses. Os movimentos sociais cobram a condenação dos mandantes, além da reforma agrária. Desde a data fatídica, pouca coisa mudou. Dos 155 policiais que participaram da ação, apenas o Coronel Pantoja e o Major José Maria de Oliveira foram condenados pela Justiça, a penas que superaram os 200 anos de prisão. Eles estavam respondendo em liberdade, por força de um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, concedido em 2005. 
Porém, em abril de 2012, as condenações transitaram em julgado, fase que não permitia mais recursos, e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará expediu o mandado de prisão contra os dois. Segundo o advogado José Batista Afonso, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), os demais acusados do massacre foram absolvidos e nenhuma das autoridades foi sequer processada. 
A Pastoral da Terra denuncia, ainda, que a certeza da impunidade era tão grande entre os policiais que, menos de 2 anos após o episódio, 8 dos PMs que participaram do massacre se envolveram novamente no assassinato de dois líderes dos agricultores, em Parauapebas: Onalício Barros e Valentim Serra.
Fonte. Diário do Pará.


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